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Contos de necrofilia: Marie Corpus

“Não vai fugir”, ela sussurrou em seu ouvido. Ele estremeceu em cada sílaba. O pecado ainda se mantinha fresco em sua memória e as feridas estavam abertas e infeccionadas pela culpa. Aquele acesso de loucura que o levara ao crime, ao triplo crime, era algo que ele nunca imaginara viver. Fora tomado por um súbito desejo de possuir Marie e, uma vez repelido, enlouqueceu. Esganou a própria irmã. Matou. Não satisfeito, excitado pela visão do corpo sem vida da moça, despiu cuidadosamente a camisola branca e se pôs a admirar a beleza virginal dela.

Com um cuidado obsessivo e lunático, deitou o corpo de olhos abertos sobre a cama e abriu suas pernas. Estava morta, mas tinha que possuí-la mesmo assim. E foi o que fez. Ainda estava quente e ele gozou várias vezes. E daí que estava morta? E daí que era sua irmã? E daí? Nada, nada era mais importante do que estuprar Marie, ou o cadáver dela. Ele proferiu as palavras mais sórdidas que lhe vieram à memória, tudo para manter o prazer vivo, mesmo que por uma pessoa morta. Quando terminou, exausto e ainda insano, mirou a alvura pálida dos seios de Marie. Queria mordê-los. Mordeu. Como eram macios… O cadáver ainda estava fresco e ele continuou. Primeiro delicadamente, para sentir a textura, depois com mais força. Até que rasgou a carne. O sangue jorrou e ele bebeu como um sedento no deserto que encontra o oásis. E comeu. Comeu a carne de Marie o quanto pôde, saboreando lentamente.

Sentiu-se excitado novamente. Abriu novamente as pernas da morta e o prazer que sentiu foi duas vezes maior. Nacos grandes de carne eram arrancados com voracidade, enquanto o esperma jorrava de seu corpo. Ele, enfim, saciou-se. Agora era esconder o corpo. Ou o que sobrara dele. O quintal era o lugar mais próximo e mais seguro. Ele pegou a pá e começou o trabalho. Era madrugada, nada além dos grilos e corujas fazia barulho. Cavou. Quando terminou a cova, foi buscar o corpo, que deixara na cama. Sua boca ainda pingava sangue quando se contorceu horrorizada ao ver que o corpo não estava lá. Ele olhou por todos os lados e nada viu, nem sinal de Marie. E se alguém havia descoberto? Andou por toda a casa, respirando com dificuldades, procurando algum sinal de quem havia roubado o corpo. Nada. Entrou em pânico. Começou a chorar. Ninguém podia descobrir… Como ficaria sua reputação? Seria preso, mas e a reputação?

 




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Precisava achar quem roubara Marie. Saiu para o quintal para pensar um pouco. Estava escuro e ele não viu o vulto sentado na borda da cova. Até que a coisa se moveu. Ele olhou e piscou rapidamente, o suficiente para o vulto desaparecer. Achou que fosse apenas imaginação, mas um sussurro lhe chegou aos ouvidos. “Não vai fugir”. Ele se virou e nada viu. De repente, o ar esfriou. Um doce aroma de lírios encheu o ar. “Lírios” pensou ele, “a flor favorita dela”. E se deu conta do que estava acontecendo. O pânico cresceu a proporções inimagináveis. Não conseguia se mover. Sentiu então uma mão macia, porém gelada acariciar o dorso da sua, ir subindo, subindo… Chegar ao ouvido e enfiar um dedo lá dentro. Ele não conseguia se mover. O dedo não o machucou, apenas o fez ouvir novamente “Não vai fugir”. Ele não se conteve e urinou-se todo. A mão desceu novamente, até seu pescoço, desta vez arranhando doloridamente. Ele sentiu a pele rasgar e o sangue escorrer, mas nada fundo o bastante para matá-lo. A mão continuou a arranhá-lo.

De repente, diante de seus olhos surge uma figura branca, manchada de vermelho e com nacos de carne arrancados. Veio meio transparente para enfim firmar-se como um ser sólido, o rosto a um dedo de distância do seu. Marie chorava. “Irmão…” Foi o que ela disse. Numa descarga de adrenalina, ele jogou-a longe com um empurrão e desatou a correr. Saiu pela rua correndo o mais rápido que pôde, sempre tentando fugir de Marie. Sem saber de onde, ela surge na sua frente, nua e pálida, com uma parte das vísceras caindo pela rua. “Irmão, você não vai fugir”. Mas ele tenta. Entretanto não importa em qual direção ele corra, ela sempre está na sua frente. Apavorado, continua a correr. Vê então o caminhão que se aproxima a toda velocidade. Joga-se na frente dele na esperança de morrer e ser deixado em paz. Acorda algumas semanas depois no hospital, quase intacto.

Acreditando ter sido apenas um sonho, pergunta à enfermeira quem o trouxe, ao qual ela responde ter sido uma moça branca, muito bonita, que se identificou como Marie. “Graças a Deus! Eu não fiz aquilo!” Porém seu alívio dura pouco. Assim que anoitece no hospital, enquanto tenta dormir, uma mão gelada lhe afaga as faces. Ele abre os olhos e o horrendo corpo de Marie, agora em leve estado de putrefação, está deitado sobre ele. “Não vai fugir, não adianta. Não tente morrer, eu não vou deixar.” Ele grita. A enfermeira vem. Marie ainda está no mesmo lugar. Ele implora para que a tirem de cima dele, mas a enfermeira não a vê. Simplesmente chama o médico que o diagnostica com danos muito sérios no cérebro. Ele é encaminhado a um sanatório. Lá, todas as noites, Marie o persegue, arranhando seu corpo e causando feridas e pânico terríveis. Finalmente ele pede para ver um policial. O estranho pedido é atendido com desconfiança pelos médicos, mas é importante para ajudar no tratamento do paciente ver o que ele tem a dizer. Enfim, ele confessa o crime. E leva a polícia até o local da cova.

 



Os policiais cavam e lá encontram um corpo semi-putrefato, uma moça, exatamente como nas visões dele, Marie. Louco, emerge em uma risada histérica e alucinada. Eis seu crime! Eis a prova! Agora, por que Marie não o deixa em paz? “Não adianta” ela diz. Em pânico, ele corre até a cozinha, pega uma faca e corta as próprias entranhas. Novamente, acorda no hospital. Estranhamente, como da última vez, tudo é igual. Ele vê que tudo está na iminência de se repetir e se desespera. À noite, ele resolve tentar falar com Marie. “Por que está acontecendo de novo?” ele questiona. “Você não sabe? Você morreu com aquele caminhão! Mas seus pecados não. Por isso estou aqui, mensageira do inferno, a lembrar você por toda a eternidade do que você fez.” “O que eu fiz? Matei mesmo você? Estuprei seu corpo e comi sua carne?” “Isso. Fez isso comigo e com outros. Não se lembra?” “Não” “Então é hora de lembrar. Esta noite virão outros mensageiros.” E, para o horror dele, corpos de moças, jovens rapazes e crianças surgiram das sombras.

O grito perdeu-se em sua garganta e o suor escorreu de sua têmpora quando, no meio da noite, ele acordou. Vestiu-se às pressas e foi até o quintal. Pegou a pá. Cavou. Lá estava Marie, apodrecendo, como ele checara na noite anterior, e na noite antes dela, e todas as noites desde que matara a irmã.


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Gabriel Sarzi

Estou na blogosfera ha mais de 8 anos. Sou estudante de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por filmes, séries, games e tecnologia. Confira todas as minhas postagens abaixo:

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