Skip to main content

Filmes de terror banidos por serem doentes demais

Às vezes os diretores exageram um pouquinho, acabam chocando as plateias mais que o previsto e o resultado é um só: suas obras são banidas, em boa parte pela violência desmedida ou pela perversão sexual. No decorrer dos anos isso tem acontecido com vários filmes, confira alguns…


Lembrando que ja postamos sobre filmes perturbadores que você deve assistir, confira clicando aqui.


A Vingança de Jennifer

Uma escritora é violentada por um grupo de caipiras na floresta. Sedenta por vingança, vai atrás de um por um, para matá-los das formas mais cruéis e dolorosas possíveis. O filme causou uma barulheira danada por suas longas sequências de violência sexual e nudez excessiva e foi banido em países como Noruega, Irlanda, Austrália e Canadá. Foi incluído na temida lista dos “video nasties” da Inglaterra, e é famoso até hoje por ter despertado a fúria de Roger Ebert, que lhe deu uma bela nota zero e o considerou o pior filme jamais feito. É claro que nada disso impediu que o filme se tornasse um clássico do subgênero rape-revenge. Ganhou um ótimo remake em 2010, ainda mais medonho que o original, gerando duas outras sequências. No Brasil, o remake recebeu o título de Doce Vingança.

 

Thriller: A Cruel Picture 

Também conhecido como They Call Her One Eye, esse thriller revoltante acompanha a história de Madeleine, uma garota muda que é aprisionada, drogada e forçada a se prostituir. Ela não vai deixar isso barato  e vai partir para a vingança, dando aos seus captores dolorosos golpes de artes marciais e uma boa dose de tiros em câmera lenta. Finlândia, Nova Zelândia e Suécia baniram o filme não apenas por seu conteúdo violento, mas também por conter cenas de sexo explícito. Nos Estados Unidos, mais de 20 minutos do longa foram cortados antes que pudesse ser lançado. Tanta polêmica acabou ajudando o filme, que ganhou status de cult mundo afora. Uma suposta afirmação de Quentin Tarantino de que o filme teria servido como inspiração para compor A Noiva, de Kill Bill, elevou a obra a um outro nível.



Aniversário Macabro 

Duas garotas são torturadas, violentadas e mortas por um grupo de criminosos. A família de uma delas não se conforma e parte para a vingança. Em sua estréia oficial na direção,  Wes Craven (que mais tarde nos presentearia com A Hora do Pesadelo) entrega um espetáculo repleto de sadismo e violência numa filmagem quase amadora, o que aumenta ainda mais o realismo das cenas. Como o ano era 1972 e o público nunca tinha visto tamanha brutalidade, todo mundo ficou horrorizado e o filme foi proibido em países como Reino Unido, Japão e Suécia. A produção ganhou um remake suavizado em 2009, batizado de A Última Casa à Esquerda.

 

Marcas do Terror

Em 2006, o canal Showtime lançou a excelente série antológica Masters of Horror, onde diretores de filmes clássicos tinham liberdade total para dirigir os episódios. E então veio Takashi Mine, com um episódio tão perturbador, que o canal não teve coragem de exibir.Imprint mostra a história de um homem que viaja pelo Japão à procura de uma prostituta com quem, vários anos atrás, havia prometido se casar. Incesto, pedofilia, fetos abortados, deformidades e violência sem limites temperam a história. O episódio foi lançado em DVD alguns meses depois, como um pequeno filme. E exige estômago forte para ser assistido.

 

 

Necromantik

Um faxineiro da área criminal resolve levar um cadáver para casa (?) para que ele e sua esposa façam sexo com o corpo (?!?). A situação se complica quando o homem começa a perceber que a mulher prefere o cadáver a ele. Doente como poucos, o filme entope a tela com um turbilhão de cenas difíceis de digerir e aborda a necrofilia sem rodeios nem pudores. Foi proibido na Islândia, Noruega, Malásia, Cingapura,  Austrália, Espanha, Canadá e Reino Unido. Se a bizarrice gráfica não for suficiente para embrulhar seu estômago, fique tranquilo porque existem cenas de maus tratos a animais que vão completar o serviço.



Anticristo

Devastado com a morte do filho, um casal isola-se numa casa na floresta. As tentativas do marido em ajudar a esposa, à beira da depressão, dão início a uma sequência de acontecimentos medonhos. O filme já chegou chutando o pau da barraca e escandalizou todo mundo no festival de Cannes. Depois, foi proibido na França. Não é de se surpreender, já que a trama pesadíssima inclui cenas de animais mortos, mutilação genital e até sexo explícito. Mas estamos falando de um filme de Lars Von Trier (Ninfomaníaca), um dos diretores mais controversos da atualidade. Polêmica é o mínimo que poderíamos esperar – embora muitos digam que nesse filme ele tenha exagerado na dose.

 

Os Demônios

Na França de 1631, uma madre superiora é supostamente possuída por forças demoníacas. Suas fantasias sexuais com o padre do vilarejo resultam em um episódio sangrento. Possessão demoníaca, exorcismo, bruxaria, tortura e histeria em massa dão o tom e, como era de se esperar, o filme foi considerado blasfemo e banido em países católicos mais rígidos. Na Itália, os atores Vanessa Redgrave e Oliver Reed foram ameaçados de ir para a cadeia caso colocassem o pé no país. Nos Estados Unidos e Inglaterra, o filme recebeu “apenas” o selo X, uma honraria geralmente reservada somente a produções pornográficas.

 

Terror Sem Limites

Um ator pornô aposentado aceita participar de um último filme, mas acaba drogado e inconsciente. Quando acorda, descobre que participou de um snuff movie, e que cometeu crimes horripilantes sob efeito das drogas. Um dos filmes mais polêmicos da década, essa produção obscura, chocante e depressiva é um mergulho no que há de mais podre no ser humano. Estupro, assassinatos, tortura, espancamentos, pedofilia, incesto e necrofilia são apenas alguns dos assuntos abordados. Foi proibido em diversos países, incluindo Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Malásia e Cingapura.

*Ja falamos sobre SNUFF MOVIES, clique aqui e confira.



A Morte do Demônio 

Um grupo de jovens vai passar o fim de semana em cabana na floresta, onde acidentalmente recitam passagens de um livro de magias. Possuídos por demônios, começam a matar uns aos outros. A violência explícita, que na época faziam os massacres do velho Jason parecerem um passeio no parque, chocou a platéia e, para completar a treta, havia uma sequência bizarra em que uma das personagens sofria um ataque sexual de uma árvore. Países como Finlândia, Alemanha, Irlanda e Islândia, prontamente proibiram o filme. Hoje é considerado um dos maiores clássicos dos filmes de terror. Gerou duas sequências e, em 2013, foi feito um remake. Atualmente, está em exibição a ótima série Ash Vs Evil Dead, do canal Starz, que trás Bruce Campbell de volta ao papel de Ash Williams e dá sequência aos acontecimentos da trilogia original.

 

Holocausto Canibal 

Uma expedição viaja à Amazônia em busca de um grupo perdido. Acabam irritando uma tribo de canibais, que decide saboreá-los no jantar. Um dos precursores do estilo de filmagem consolidado anos depois em A Bruxa de Blair, o found footage de Ruggero Deodato causou tanto impacto na época em que foi lançado que virou caso de polícia: o pobre diretor foi acusado de ter feito um snuff movie (filmes que mostram assassinatos reais) e teve que correr atrás dos atores para que eles provassem que não foram assassinados. Decapitações, empalamentos, estupro, maus tratos a animais e outras cenas desagradáveis pipocam frequentemente na tela, o que gerou a proibição do filme em países como Itália e Austrália. Ganhou um remake em 2015, Canibais, que não chega nem perto do original.

 
Fontes: Sangue Tipo BCinerama / ObaOba


Comentários via Facebook

comentários

Gabriel Sarzi

Estou na blogosfera ha mais de 8 anos. Sou estudante de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por filmes, séries, games e tecnologia. Confira todas as minhas postagens abaixo:

3 thoughts to “Filmes de terror banidos por serem doentes demais”

Deixe sua opinião. Interaja conosco!