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Homem mumifica suas vitimas – se inspirou na Casa de Cera?

Na Rússia em 2011 a policia descobriu dentro de um apartamento uma bizarra coleção de bonecas humanas. Desde 2010 dezenas de túmulos foram violados e eles suspeitavam de uma seita satânica, mas em Novembro de 2011, quando estavam atrás do ladrão de corpos, descobriram um corpo mumificado na garagem do prédio do russo Anatoly Moskvin.

Ao entrarem no apartamento eles tiveram uma visão assustadora, várias bonecas em tamanho real estavam espalhadas pelos cômodos. Vestidas com roupas coloridas e com as mãos e os rostos cobertos com panos. Quando eles analisaram as bonecas descobriram que dentro delas tinham corpos humanos feitos com os corpos roubados dos cemitérios. Moskvin roubava os corpos dos cemitérios, todos de garotas entre 12 a 18 anos, depois levava para sua casa onde fazia um ritual de mumificação e depois fabricava as bonecas por cima dos corpos. Ele dava nomes as bonecas e festas de aniversários para elas.

Anatoly Moskvin fichado

Anatoly Moskvin era tão obcecado que chegou a escrever um tutorial na internet contando como fabricava suas bonecas. Ele é considerado um gênio, doutor em cultura céltica, historiador e professor de um museu na Rússia. Fala 13 idiomas, incluindo Celta.

Ele contou que andou em mais de 700 cemitérios atrás dos corpos, passava a noite em fazendas abandonadas, bebia água de poços e chegou a dormir dentro de um caixão. Ele escreveu um artigo para um jornal contando seu mórbido interessa na morte, ele falou que quando tinha 12 anos acompanhou um funeral e foi obrigado pelos participantes a beijar o rosto da menina morta.



Fotos das bonecas humanas

 



 



Video da casa

 

Obsessão com a morte

Em seu último artigo, publicado na Necrologies, em 26 de outubro de 2011, seis dias antes de ser preso, Moskvin confessa o que inspirou sua obsessão na morte. Ele descreve como, em 1979 (aos 13 anos), ele foi parado em sua caminhada para a escola por pessoas vestidas com ternos pretos. Era um velório, e ele foi puxado para o caixão contendo o corpo de uma menina de 11 anos, chamada Natasha Petrova, e forçado a beijar a menina morta.

“Um adulto empurrou meu rosto até a testa de cera da menina, e não havia nada que eu pudesse fazer a não ser beijá-la. Eu a beijei uma vez, depois de novo, e de novo” diz ele no artigo.

O místico ritual acabou com a mãe da garota colocando anéis de casamento no dedo de Moskvin e no dedo da garota morta.

“Meu estranho casamento com Natasha Petrova foi útil”, diz Moskvin recordando como a experiência o ajudou a desenvolver seu profundo e mórbido interesse nas “sérias cerimônias mágicas”.

Anatoly Moskvin analisa sepulturas num cemitério local

 



O editor de Moskvin, Yesin, disse que se sentiu “relutante” em continuar publicando partes dessa mórbida experiência amorosa entre Moskvin e a garota morta. “Muitos dos seus artigos iluminam seu interesse sensual em jovens mulheres mortas, eu via isso como uma fantasia romântica e algo um tanto infantil de um escritor talentoso”, disse Yesin.

Vários historiadores abandonaram sua colaboração com Moskvin em projetos conjuntos de pesquisa após a prisão do cientista. Em sua última conversa telefônica com sua colega Yulia Zadozozhna, uma historiadora da região de Balakhna, Moskvin a criticou por não fazer pesquisas dentro das covas.

“Ele me disse que eu não era uma necropolista real, já que eu estudava apenas arquivos e não esqueletos. Mas o que eu iria querer com esqueletos?”, indaga Zadorozhna.

Na época, Zadorozhna realizava uma pesquisa sobre os veteranos de guerra enterrados na região de Balakhna entre os séculos 18 e 19. Moskvin duvidou da exatidão de sua pesquisa, já que ela baseou-se em arquivos da Igreja, “ao invés de cavar restos, do jeito que ele queria.”

Mas ninguém conhecia melhor sobre a devoção de Moskvin em estudar túmulos do que o diretor da editora Books, Oleg Riabov que, em 2008, encomendou ao cientista a lista de mortos dos mais de 700 cemitérios, em 40 regiões, de Nizhny Novgorod. Riabov ficou abismado com a gigante pesquisa de Moskvin, e também frustrado, já que o trabalho nunca pôde ser publicado.

“Esta é uma tragédia e a polícia o acusa de ser uma pessoa sã. Eu temo que ao invés dele ser adequadamente tratado em um hospital, seja morto na cadeia”, disse na época Riabov.

 



Anatoly Moskvin inspeciona túmulos em um cemitério russo

Um dos túmulos profanados por Moskvin pertencia a uma criança. Ela faleceu aos 9 anos de idade e teve os seus restos mortais mumificados e transformados em uma boneca pelo cientista

Investigadores retiram uma das múmias do apartamento de Anatoly Moskvin

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Fontes: Medo B / Não Acredito / O Aprendiz verde


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Gabriel Sarzi

Estou na blogosfera ha mais de 8 anos. Sou estudante de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por filmes, séries, games e tecnologia. Confira todas as minhas postagens abaixo:

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