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Ivan Milat – o assassino de mochileiros

Ivan, 51 anos, era um trabalhador da estrada, ávido caçador e filho de um imigrante croata, cujos prazeres na vida eram um veículo de quatro rodas motrizes, uma moto Harley Davidson e uma propensão para matar estranhos.

Suspeito de ser o pior assassino em série da Austrália, Ivan é acusado de assassinar sete caronistas. Ivan gostava de caçar suas vítimas como se fossem animais, dando-lhes uma vantagem por entre os matos de Nova Gales do Sul.

De 1989 a 1992, a brutalidade de seus ataques horrorizou o público australiano. Algumas das vítimas foram baleadas, outras esfaqueadas, e um deles foi decapitado com uma espada encontrada no apartamento da mãe de Ivan, que tinha seu rifle equipado com um silenciador e usou a cabeça da vítima para “alvo”.

Dos sete mortos, cinco eram turistas europeus, as outras duas vítimas eram adolescentes do estado australiano de Victoria.

Dois dos mortos eram jovens britânicos cujos desaparecimentos levaram à descoberta sinistra dos corpos de todos os sete caronistas.

A polícia lançou uma das maiores caçadas humanas da história da Austrália. A principal testemunha de acusação é um outro turista britânico que fugiu de carro. Ele foi preso em1994 em sua casa nos arredores de Sydney, onde a polícia encontrou peças de armas, munições e facas usadas nos assassinatos, assim como equipamentos de campismo, que disse terem pertencido a alguns dos caronistas assassinados.

As autoridades de Nova Gales do Sul têm oferecido alojamento gratuito e assistência financeira às vítimas que desejarem assistir ao julgamento.

Ivan Milat posando com uma de suas armas. Assim como o americano Robert Hansen, Milat gostava de caçar pessoas.

 



Os assassinatos

Deborah Everist

O corpo de Deborah mais parecia com um hamburger quando ele foi descoberto em 5 de outubro de 1993, três anos e meio após a sua morte. Isto torna muito difícil para cientistas obter informações precisas sobre a causa exata da morte. Ela teria sofrido pelo menos uma facada, mas era evidente que houve várias lesões, detectadas em Deborah na parte superior do esqueleto. Mas, devido ao adiantado estado de degradação, foi impossível determinar se Deborah sofreu mais ferimentos fatais. Seu crânio tinha sido fraturado. Este pode ter sido quebrado após sua morte, mas não foi determinado.

 

James Gibson

Devido ao tempo decorrido entre o seu assassinato até a descoberta do corpo de James, uma série de provas cruciais tinham sido perdidas. No entanto o esqueleto de James forneceu aos detetives o modo como foi abatido. A autópsia indicou que James tinha sofrido várias apunhaladas. A maioria das apunhaladas foram desferidas em seu peito e na parte superior das costas. A ferocidade dos golpes tinha deixado alguns dos ossos de James cortados ao meio. Ambos Deborah e James foram encontrados em sepulturas rasas na floresta estadual de Belanglo. Eles estavam cobertos apenas com folhas e detritos.

 

Simone Schmidl

Simone, como muitas das outras vítimas, havia sofrido várias apunhaladas na sua parte superior das costas. Tal como as outras, ela foi encontrada em um túmulo raso na floresta estadual de Belanglo, coberta com varas, folhas e detritos. Seu corpo foi descoberto em 1 de novembro de 1993, após o seu desaparecimento, em Janeiro de 1991. O tempo entre a sua morte e a descoberta do seu corpo foi suficiente para apagar muitas das provas que teriam ajudado a condenar alguém para os crimes. Três dias depois mais dois corpos foram encontrados, sendo que o número de mortos subiu para sete.

 

Gabor Neugebauer

Gabor e sua namorada Anja Habschied foram encontrados na floresta estadual de Belanglo em 4 de novembro de 1993. Gabor tinha sido atacado seis vezes na cabeça, três tiros do lado esquerdo do seu crânio e três tiros na parte de trás, base do crânio. Evidências forenses sugerem também que Gabor foi estrangulado, talvez como um último esforço sádico para matá-lo, embora os seis tiros por si só teriam sido mais do que suficientes. Ele também tinha um pedaço de pano amarrado em torno de seu rosto como uma mordaça. A arma usada para matar Gabor foi identificada como Ruger 10/22. Peças de uma Ruger 10/22 e um silencioso caseiro foram encontrados em uma cavidade na parede da casa de Ivan Milat.

 

Anja Habschied

O assassinato de Anja Habschied foi de longe o pior. Antes da descoberta do corpo de Anja, a polícia sabia que as formas dos assassinatos foram por tiros e apunhaladas (embora também haja provas de que ele estrangulou pelo menos uma das suas vítimas). Com a causa comum de morte, a polícia foi capaz de ligar todas as seis vítimas à mesma pessoa, no entanto o assassinato de Anja Habschied estava muito longe das feridas infligidas às outras vítimas. Anja teve sua cabeça separada de seu corpo em um violento golpe. O corpo de Anja estava sem a metade inferior do vestuário. Isto sugere que ela também pode ter sido violentada sexualmente, mas infelizmente, devido ao tempo decorrido de quase dois anos entre o seu assassinato e a descoberta de seu corpo, não há provas suficientes para se saber ao certo. Algumas peças de vestuário foram encontradas mais tarde, e acredita-se terem sido pertencidos a Anja e Gabor. Por estarem quase totalmente decompostos no chão da floresta, é difícil para a polícia estar absolutamente certa.

 



A caçada

O serial killer Ivan Milat fotografado na casa de seu irmão Alex em 1983 segurando uma relíquia da Primeira Guerra Mundial.
Um homem chamado Paul Onions, britânico, relatou sua experiência na Austrália, quando pedia carona fora de Sidney. Ele foi abordado por um homem em uma caminhonete, que se apresentou como Bill. Depois de rodarem um pouco, “Bill” sacou uma arma anunciando o assalto. Onions fugiu, correndo por sua vida, escondendo-se entre arbustos enquanto o assassino disparava repetidamente em sua direção.
Lembrou-se de detalhes suficientes para um retrato falado, salientando o farto bigode do atirador. Neste meio tempo, os investigadores estavam revendo arquivos de crimes antigos quando se depararam com um caso de estupro, registrado contra Ivan Milat, conhecido por usar o apelido de Bill.
Em maio de 1994, um esquadrão aéreo de 50 oficiais invadiu a propriedade de Milat, em Eagle Valley, encontrando evidências, como as armas que foram usadas nos crimes e as peças de acampamento roubadas das vítimas.

 

O julgamento

Em 31 de maio de 1994, Milat foi formalmente acusado de setes assassinatos, além do ataque a Paul Onions e diversas acusações de porte de arma. Em um julgamento de quatro meses, em 1996, o advogado de Milat tentou enfraquecer o caso da promotoria, apontando suspeitos alternativos. Os jurados rejeitaram a manobra, condenando Ivan por todos os sete assassinatos em 27 de julho de 1996.  Milat recebeu seis sentenças de prisão perpétua, mais um período adicional de seis anos pela tentativa de assassinato de Paulo Onions.

Milat apelou da condenação de forma pouco usual, alegando que não havia agido sozinho. Nenhuma ação foi tomada em relação a este fato, mas Milat foi colocado sob severa segurança após uma tentativa frustrada de fuga.
Até o momento, mais nenhuma acusação foi registrada. Ivan Milat permanece preso em New South Wales.

 




 

As cartas

Trabalhador rodoviário, o serial killer Ivan Milat assassinou, pelo menos, sete pessoas entre 1989 e 1992. Foto: The Milat Letters

As cartas desconexas do mais notório serial killer australiano, que está cumprindo sete sentenças de prisão perpétua pela morte brutal de sete mochileiros, foram reveladas em um novo livro.

Ivan Milat, 70, foi condenado pelo assassinato de sete jovens entre 1989 e 1992. Os corpos das vítimas foram enterrados na floresta de Belanglo, em Nova Gales do Sul. Há quase 20 anos, Milat mofa numa solitária do presídio de segurança Máxima Goulburn.

Durante esse tempo, ele começou a escrever duas vezes por semana para seu sobrinho mais velho, Alistair Shipsey.

Shipsey, 55, antigo membro de um grupo de motociclistas, compilou as cartas de Milat – incluindo uma nota a respeito da razão pela qual o assassino doentio arrancou seu próprio dedo na prisão – em um livro intitulado The Milat Letters (As Cartas de Milat, em tradução livre), a respeito do qual ele promete “você não vai conseguir parar de ler”.

A descrição do livro diz:

Inocente ou culpado? Este livro contém 94 cartas de Ivan Milat, que, atualmente, está cumprindo sete sentenças de prisão perpétua pela morte de sete mochileiros.

Eles dizem que ele teve ajuda de uma ou mais pessoas – mas nós nunca saberemos. Ele continua a negar sua culpa nos assassinatos brutais que foram cometidos na floresta de Belanglo entre 1989 e 1992. Ele está preso há 20 anos agora.

Um trecho de uma das cartas de Milat, escrita antes dele cortar seu próprio dedo com uma faca de plástico em janeiro de 2009, carinhosamente se refere a Shipsey como “Al”.

O trecho diz:

“Não, Al, eu nunca vou desistir, dizer que fiz isso ou algo do tipo, eu certamente não dou a mínima para manutenções veiculares que me permitiriam sair da HRMU. Eu realmente luto para lidar com esse lugar claustrofóbico de merda, sem janelas, é como um caixão de cimento. Eu sofro intensamente, às vezes, eu penso que as paredes se fecham, sem ar, é um sentimento de merda, não, eu nunca vou suplicar aos porcos. Eu vou enviá-los partes da minha mão primeiro, eu tenho considerado isso há um tempo e somente preciso de metade de uma razão para mostra-los como me sinto a respeito de suas ideias de merda, não muito que eles possam fazer comigo mais e, na minha idade, eu não me importo.”

[Nota do tradutor: HRMU é sigla em inglês para Unidade de Gerenciamento de Altos Riscos, setor do presídio australiano em que Milat se encontra]

O serial killer perdeu seu dedo mínimo da mão esquerdo depois que o decepou em uma tentativa de manda-lo em um envelope acolchoado para a Corte Suprema. O hospital de Goulburn foi incapaz de recolocar o dedo.

Outra carta enviada por Milat ao sobrinho fala sobre a greve de fome que ele decidiu deflagrar depois de cortar seu próprio dedo.

“Por sete dias depois de eu cortar meu dedo, eu estive trancado numa cela segura, com a luz ligada 20 horas por dia, sem percepção de tempo, é uma caixa de cimento, sem janelas ou aberturas. A melhor maneira para lidar com essa merda é não comer e, depois de alguns dias, eu tinha toda aquela dor em minha mão, então, depois de alguns dias, eu não me importava com o que aconteceria, levaram sete dias para negociar, como usualmente, a partir de quando concordei a começar a comer.”

Em uma página do Facebook utilizada para propaganda do livro, Shipsey revela seus pensamentos a respeito do encarceramento de seu tio e culpa a mídia por não divulgar os fatos verdadeiros.

“Essas cartas são reais, escritas pelo próprio Ivan, [o livro] foi escrito para aqueles que queiram lê-las, é único, você pode ler sobre o jeito em que ele vive na prisão de segurança máxima em seu caixão de cimento”, relatou o sobrinho do serial killer.

Shipsey prometeu que nenhum dinheiro das vendas do livro irá para Milat, pois “ele não precisa de dinheiro onde ele está”.

Eu compilei as cartas para deixar qualquer um ver que ele está no inferno, onde você quer vê-lo, então é interessante ver os comentários sobre suas dificuldades na luta por seu recurso, todos têm direito à justiça, algo que o vem sendo negado.

Lembrem-se, a mídia pode dizer o que eles quiserem e as pessoas acreditam sem olhar para o fato verdadeiro.

[Alistair Shipsey]

 




 

Sobrinho de Ivan Milat matou amigo na mesma floresta onde o tio executava vitimas

Será que essa família possui o gene “serial killer” correndo no sangue?

Um caso assustador aconteceu na Austrália, onde o sobrinho de um famoso serial killer matou com um machado o amigo do colégio. O crime ocorreu na mesma floresta onde seu tio, Ivan Milat, assassinou cruelmente 7 mochileiros no final dos anos 80.

No ano de 2010, Matthew Milat, então com 17 anos, matou com machadadas na cabeça David Auchterlonie, na Floresta de Belanglo. Ele teve a ajuda de Cohen Klein, 18 anos. Um celular recolhido pela polícia continha áudios com os gritos e o sofrimento de David. Matthew foi condenado a pelo menos 30 anos de cadeia, enquanto Cohen pegou ao menos 22.

“Estou fazendo o que a minha família faz.”

De acordo com o tribunal que julgou o caso em 2012, antes do assassinato Milat teria esfregado as mãos e dito: “vamos para Belanglo – alguém vai morrer”.

No dia seguinte da morte, o garoto se vangloriou dos seus feitos e disse, segundo a Justiça:

“você me conhece, você conhece minha família. Você sabe o sobrenome Milat. Estou fazendo o que a minha família faz.”

 



Wolf Creek – Viagem ao Inferno (2005)

Também considerado um dos melhores filmes de terror baseados em fatos reais, “Wolf Creek” conta a história do Ivan Milat.Wolf Creek – Viagem ao Inferno (2005)

 

Fontes: Wikipedia / Metropolitana / Canal A&E / Noite Sinistra  / O Aprendiz Verde /


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Gabriel Sarzi

Estou na blogosfera ha mais de 8 anos. Sou estudante de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por filmes, séries, games e tecnologia. Confira todas as minhas postagens abaixo:

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