Skip to main content

Jeffrey Dahmer – Serial Killer e Canibal

Nascido em Milwaukee, Wisconsin, em 1960, Jeffrey Dahmer mostrou um comportamento preocupante após a cirurgia realizada em sua infância. Ele cometeu seu primeiro assassinato em 1978 e foi preso várias vezes antes de reivindicar sua segunda vítima, em 1987. Além de matar os homens e adolescentes, ele atraiu-os para casa, mutilou, fotografou e realizou atos sexuais com os cadáveres das vítimas, ele também mantinha “Peças” (Como ele chamava os corpos ou partes do corpo) como lembranças. Dahmer foi capturado em 1991 e condenado a 957 anos de prisão. Ele foi morto por outro prisioneiro, Christopher Scarver, em 1994.

Seus crimes eram particularmente hediondos, envolvendo estupro, necrofilia e canibalismo.


 

Infância e Adolescência

Dahmer nasceu em Milwaukee, Wisconsin, no dia 21 de maio de 1960, às 15h34m. Filho de Lionel e Joyce Dahmer. Sua família em breve se mudou para Bath, Ohio, onde estudou na Revere High School. Lá Dahmer jogava tênis e tocava clarinete. Dahmer dissecava animais mortos em sua adolescência e tinha até um cemitério particular nos fundos de sua casa. Era alcoólatra e solitário. Muitos de seus colegas o descreviam como “estranho” e “bizarro” por causa das constantes brincadeiras que cometia. Tudo parte de uma tentativa de Dahmer de se entrosar entre os colegas, algo em vão. Aos 15 anos seus poucos colegas perceberam que Dahmer era alcoólatra, em entrevista a Philips no ano de sua morte, confirmou que seus desejos e fantasias assassinas começaram nessa época, não por causa do alcoolismo, Jeffrey bebia para poder esquecer o que pensava.

Após formar-se no ensino médio, foi abandonado por sua mãe em Bath, Ohio. Foi deixado, então, sem comida, sem dinheiro e com uma geladeira quebrada com apenas 18 anos. Estudou durante três meses na Universidade do Estado de Ohio, mas largou a universidade após 3 meses de bebedeiras. Foi então numa noite de Junho de 1978 que Dahmer cometeu seu primeiro assassinato.

O pai de Dahmer então o fez entrar no Exército, lugar em que pôde aprender sobre a anatomia humana e se interessar mais a fundo, deveria servir por seis anos mas foi dispensado após dois anos, devido ao seu alcoolismo. Quando o Exército dispensou Dahmer em 1981, deram-lhe uma passagem de avião para qualquer lugar no país. Dahmer revelou mais tarde à polícia que não conseguiria ver seu pai, então foi para Miami Beach, Florida porque estava “cansado do frio”.

Em 1982 Dahmer mudou-se para casa da sua avó, em West Allis, Wisconsin, onde morou durante seis anos. Em Agosto deste ano, foi detido por expor a si mesmo numa feira estatal. Em Setembro de 1986 foi novamente preso por exposição pública (atentado ao pudor), depois de dois rapazes o terem acusado de se masturbar em público. Foi condenado a um ano de prisão, no entanto só cumpriu 10 meses.

No Verão de 1988 a sua avó pediu-lhe que saísse de casa, devido as suas noitadas, estranha personalidade e os maus cheiros provenientes do porão. Dahmer mudou-se para um apartamento em Milwaukee’s West side.

Em 25 de Setembro de 1988, foi detido por molestar um rapaz de 13 anos. Foi novamente condenado a um ano, tendo cumprido 10 meses. Dahmer convenceu o juiz que precisava de terapia e foi liberto. Pouco depois começou uma onda de crimes, matando quase uma pessoa por semana, que só terminou em 1991.



Primeira Vitima

Depois que ele se formou no ensino médio, em junho de 1978, Dahmer convidou Steven Hicks  para a casa de seus pais, onde ele deixou o jovem bêbado. Quando Hicks tentou sair, Dahmer o matou golpeando-o na cabeça e estrangulando-o com uma barra. Ele desmembrou o cadáver de sua primeira vítima, empacotou as partes do corpo em sacos plásticos e enterrou-os atrás da casa de seus pais. Ele mais tarde exumou os restos, esmagou os ossos com um marreta e espalhou-os através de um barranco arborizado.

 

E continua a matança

Vitimas de Dahmer

Em 15 de setembro de 1987, Steven Tuomi desapareceu em Milwaukee, e o mistério não foi resolvido até Dahmer confessar seu assassinato, em 1991. James Doxtator foi o próximo a morrer, em janeiro de 1988, seguido por Richard Guerreiro, em 24 de março. Em setembro de 1988, as horas estranhas de Jeffrey e seus “experimentos” tornaram-se demais para sua avó, que pediu que ele se mudasse. Em 25 de setembro ele encontrou um apartamento em North 25th Street Milwaukee. No dia seguinte, Dahmer atraiu um garoto de Laos para seu apartamento, acariciou-o e ofereceu dinheiro para uma sessão como modelo nu. A policia foi chamada e Dahmer foi acusado de agressão sexual. Condenado em janeiro de 1989, ele permaneceu livre, pendente de uma sentença formal marcada para maio. Enquanto isso, em 25 de março, Dahmer trucidou a vítima Anthony Sears.

Sentenciado a 5 anos de condicional por molestar crianças, sendo que no primeiro ano ficou dormindo na cadeia, mas podia sair diariamente para trabalhar. Ninguém sabia que ele já era um matador, necrófilo e canibal. A sessão de mortes foi reassumida com Edward Smith, em junho de 1990. A vítima de julho foi Raymond Smith(nenhuma relação com Edward). Ernest Miller e David Thomas foram cruelmente mortos em setembro. Dahmer matou Curtis Straughter em fevereiro de 1991. Errol Lindsey entrou para a lista em abril, seguido por Anthony Hughes em maio.

Nessa época, Dahmer concebeu a bizarra noção de criar “zumbis”, que seriam seus brinquedos sexuais vivos, obedientes a cada um de seus caprichos. Em vez de usar vodu, Jeffrey optou por uma abordagem mais direta, fazendo buracos na cabeça de vítimas selecionadas, então pingando líquidos cáusticos nas feridas em um esforço para destruir a vontade consciente do sujeito. Não é necessário dizer que a estranha abordagem de neurocirurgia tenha uma taxa de falha de 100%, e que nenhum dos “pacientes” de Dahmer sobreviveu.



Uma vítima quase sobrevive

Entretanto um quase conseguiu. Em maio de 1991, os policiais de Milwaukee atenderam a um chamado na rua em que Jeffrey morava. Ali acontecia uma discussão acalorada entre vizinhos: duas jovens, um homem branco de boa aparência e um rapaz asiático, nu e sangrando. Ao ouvirem os envolvidos souberam que as meninas, um tanto histéricas, os chamaram para que “salvassem” o garoto, que tinham visto correr do vizinho visivelmente aterrorizado. Os policiais envolveram o rapaz em um cobertor e tentaram colher sua versão da história, mas ele estava apático, murmurava palavras incompreensíveis e parecia estar bêbado ou drogado. Por outro lado, o homem loiro estava bastante calmo e controlado e sua versão dos fatos era muito convincente: ele e o asiático eram amantes e exageraram um pouco. Não, o namorado não era menor de idade, já tinha 19 anos, foi o que relatou.

Acompanharam o estranho casal até o apartamento indicado pelo homem, sentiram um cheiro estranho, mas foi só. As roupas do rapaz estavam dobradas sobre o sofá e tudo se achava em perfeita ordem. Se a polícia tivesse feito o seu trabalho com competência, saberia que o dono do apartamento tinha antecedentes criminais em abuso sexual de menores em 1988; por uma infeliz coincidência sua vítima no caso anterior era irmão da atual, que tinha apenas 14 anos. Tratava-se de Konerak Sinthasomphone, laociano, que dias depois teria publicada a sua foto no jornal como desaparecido.

 

E a matança se segue

A causa da destruição continuou: Matt Turner, morto em 30 de junho; Jeremiah Weinberg, em 7 de julho, Oliver Lacy, em 15 de julho; Joseph Brandehoft, em 19 de julho.

A matança de Dahmer durou mais de 13 anos. Durante esse período, ele procurou principalmente homens afro-americanos em bares gays, shoppings e paradas de ônibus, ele atrai-los para casa com promessas de dinheiro ou sexo, e dava-lhes álcool com drogas antes de estrangulá-los até a morte. Ele então cometia atos sexuais com os cadáveres antes de desmembrá-los e descartá-los, muitas vezes mantendo seus órgãos genitais ou crânios como lembranças. Ele frequentemente tirava fotos de suas vítimas em vários estágios do processo de assassinato, para que ele pudesse se lembrar de cada ato depois e reviver a experiência.

Corpo mutilado de uma das vitimas



Finalmente preso

Em julho de 1991, dois policiais que faziam sua ronda perto da Universidade de Marquette, em Milwaukee, prenderam um homem negro que corria pelas ruas ainda algemado, com a certeza de que se tratava de um fugitivo. Ele contava uma estranha história de que estava num encontro homossexual quando o parceiro o algemou e estava tentando matá-lo. Apesar de descrentes e sem nenhuma vontade de se envolver numa briga de casal, acompanharam o rapaz que se identificou como Tracy Edwards ao endereço indicado por ele.

Ao chegar ao local localizado no número 2357 da South 57th Street, foram atendidos por um educadíssimo homem que morava no apartamento 213. Ele confirmou que Edwards estava se encontrando com ele e foi até o quarto buscar as chaves da algema. Policias e vítima estavam aguardando, quando esta última se lembrou de uma faca que se achava no quarto. Um dos policiais,sem demora, seguiu no encalço do dono do apartamento pelo corredor, mas foi pego de surpresa pela decoração das paredes. Eram cobertas de fotografias do tipo polaróide, mas não de paisagens ou pessoas, e sim de cadáveres, vísceras, sangue, cabeças decepadas. Antes que pudesse dar voz de prisão a Jeffrey Dahmer, este tentou enfrentá-lo, mas foi subjulgado. As surpresas dentro do apartamento deste assassino estavam prestes a serem descobertas e deixarem muitas pessoas atônitas e perplexas.

Na geladeira, sobre a prateleira central estava uma cabeça em estado avançado de decomposição. No congelador foram apreendidas mais três cabeças escalpeladas e acondicionadas em sacos plásticos amarrados com elásticos. Também foram encontrados recipientes de metal contendo mãos e pênis decompostos. No armário, frascos com álcool etílico, clorofórmio e formol, junto com outros onde jaziam genitálias masculinas preservadas. Na pia da cozinha havia um torso humano rasgado do pescoço até a pélvis. Na tábua de carne ao lado, um pênis fatiado, pronto para ir para a panela. Também foram apreendidos dois tonéis com capacidade de 189,5 litros, repletos de torsos humanos apodrecendo.
No apartamento de Jeffrey Dahmer foram identificados os restos mortais de 11 vítimas diferentes; 11 crânios, um esqueleto completo, ossos em geral, mãos, genitais embalsamados e pacotes de corações, músculos e outros órgãos mantidos no ácido ou refrigerador.

 

Julgamento

Em 22 de agosto de 1991, Dahmer foi indiciado em 15 acusações de assassinato. Em seu julgamento, iniciado em 30 de janeiro de 1992, presidia os trabalhos o juiz Laurence C. Gram Jr., acompanhado do promotor Michael MacCann, e defendendo o réu o advogado Gerald Boyle, que já havia feito sua defesa anteriormente no processo de abuso infantil.

Desobedecendo à orientação de seu advogado, em 13 de julho de 1992, Dahmer se declarou culpado dos crimes pelos quais era acusado. Só restava para a defesa que ele fosse considerado mentalmente insano.Enquanto a defesa alegava que só um louco poderia ter cometido crimes hediondos da natureza daqueles descritos ali, a acusação demonstrava a frieza da premeditação e a complexidade do planejamento ali envolvidas.

O advogado de defesa apresentou 45 testemunhas que atestaram o comportamento estranho de Dahmer, suas desordens mentais e sexuais que o impediam de entender a natureza de seus crimes. A acusação demonstrou que ele era perfeitamente capaz de controlar suas vontades, uma vez que não havia matado nenhum soldado no tempo em que servira o exército ou colega quando frequentara a escola.

Psiquiatras depuseram por ambas as partes. Não se chegava a um consenso; cada um dissertava sobre um ponto de vista diferente. A grande discussão entre os profissionais envolvidos, se o réu era capaz ou não de controlar suas ações, chegou a confundir o júri. A defesa alegou que “…crânios trancados, canibalismo, ímpetos sexuais, perfurações, fazer zumbis, necrofilia, alcoolismo, tentar criar santuários, lobotomias, decomposição de cadáveres, taxidermia, idas ao cemitério, masturbação,… este era Jeffrey Dahmer, um trem desembestado nos trilhos da loucura!”

A acusação disse: “Ele não era um trem desembestado, ele era engenheiro! Senhoras e senhores, ele enganou muitas pessoas. Por favor, não deixem que este horrível matador os engane.”

O júri deliberou por apenas cinco horas e considerou Jeffrey Dahmer legalmente são, culpado pelas múltiplas acusações de homicídio. Foi sentenciado a 15 prisões perpetuas consecutivas ou um total de 957 anos de reclusão.

Diante da sentença, Dahmer fez a seguinte declaração na Corte:

Meritíssimo
Agora está terminado. Este nunca foi o caso em que tentei me libertar. Eu nunca quis a liberdade. Francamente, queria a morte para mim mesmo. Este caso é para dizer ao mundo que fiz o que fiz, mas não por razões de ódio. Não odiei ninguém. Eu sabia que era doente, ou perverso, ou ambos. Agora acredito que era doente. Os médicos me explicaram sobre minha doença e agora tenho alguma paz… Sei quanto mal causei… Graças a Deus não haverá mais nenhum mal que eu possa fazer. Acredito que somente o Senhor Jesus Cristo pode me salvar dos meus pecados… Não estou pedindo por nenhuma consideração.




Morte

A esquerda Christopher Scarver (Assassino de Dahmer), e a direita Jeffrey Dahmer

Na prisão, Dahmer recusou as ofertas de custódia protetora, apesar de muitas ameaças contra sua vida. Em 3 de julho de 1994, outro condenado tentou cortar sua garganta na capela da prisão, mas Dahmer saiu do incidente com apenas pequenos arranhões e recusou-se a registrar a acusação. Cinco meses depois, em 28 de novembro, ele estava limpando um banheiro adjacente ao ginásio da prisão quando outro membro do serviço, Christopher Scarver, de 25 anos, apanhou uma barra de ferro de uma máquina de ginástica próxima e atingiu a cabeça de Dahmer, matando-o instantaneamente. Um outro interno, Jessé Anderson, de 37 anos, foi mortalmente ferido no mesmo ataque, morrendo dois dias depois. Suspeitou-se inicialmente de motivo racial no assassinato por Scarver, como muitas das vítimas de Dahmer, ser negro, mas um olhar mais apurado determinou que o assassino estava perturbando, acreditando ser o “filho de Deus” atuando por ordem de seu pai.

 

Abaixo uma entrevista com o Serial Killer Jeffrey Dahmer

 


Comentários via Facebook

comentários

Bruno Lima

Estudante de Ciência da Computação. Desde de pequeno sou apaixonado pelo gênero do terror, por isso trago como missão para esse blog sempre estar trazendo conteúdos de qualidade, que faça com que o leitor sinta aquele frio na espinha. =D

Deixe sua opinião. Interaja conosco!