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John Wayne Gacy – o palhaço assassino

Ainda que a primeira vista John Wayne Gacy se mostrasse uma pessoa cordial e educada, em seu interior se escondia uma alma impiedosa capaz de cometer os crimes mais atrozes e inimagináveis, comportamento esse muito comum a diversos assassinos em série. Os psicólogos apontaram como possível causa de seu transtorno uma artéria cerebral estourada, produto de um tombo de cabeça no jardim de sua casa.

Ele foi um assassino em série americano, conhecido como o “palhaço assassino”. Acusado de matar pelo menos 29 garotos, foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte.

Infancia

John nasceu em Chicago no ano de 1942, teve um infância traumática. Ele era espancado e ofendido verbalmente pelo seu pai alcoólatra. Na sua juventude foi preso por ter relações sexuais com um jovem dentro de um banheiro publico. Apesar de uma infância difícil e de uma adolescência igualmente conturbada, John Wayne Gacy formou-se em Administração e tornou-se vendedor de sapatos. Casou-se com uma colega de trabalho cujo pai possuía um restaurante de frangos fritos, em outro estado, e logo John passou a gerenciar tal estabelecimento, com desenvoltura.

 



Um homem acima de qualquer suspeita

Por trás das máscaras de líder comunitário, homem de negócios e animador de festinhas infantis, se escondia um dos principais serial killers dos EUA. Confira abaixo fotos do John Wayne em uma de suas inúmeras festa super animadas promovidas por ele para a sociedade de Chicago, foto com sua esposa sorridente e ele vestido de palhaço após visitas a hospitais onde ia para animar crianças. Quem vê, imagina um cidadão exemplar….



Modus Operandi

Seu “modus operandi” seguia alguns parâmetros muito claros. John saia à “caça” pelas ruas de Chicago dirigindo seu Oldsmobile preto em busca de vítimas. Conversava com rapazes e oferecia empregos em sua construtora. Por agir durante o dia, a mentira do “emprego” caía bem e muitos rapazes aceitavam a “carona” até à empresa de Gacy. Quando a vítima não aceitava, Gacy partia para o “Plano B”: oferecia maconha e dinheiro caso o rapaz fizesse sexo com ele. Uma vez dentro do carro, atacava suas vítimas com clorofórmio. Com a vítima desacordada, levava-a até sua casa. Amarrava-a e iniciava a sessão de tortura com diversos instrumentos.
Muitas das vezes garotos iam até a casa de Gacy à procura de emprego. Gacy então os convidava para entrar e mostrava o “Truque das Algemas”. Uma vez algemados, os garotos eram dopados e molestados sexualmente por Gacy. Mas antes, para que ninguém escutasse os gritos dos garotos, Gacy os amordaçava com suas próprias cuecas. Era sua assinatura. Muitas vezes as torturas eram feitas, segundo Gacy, por uma de suas personalidades, “O Palhaço”. Vestindo-se de Palhaço Pogo, as torturava lendo passagens da Bíblia.
Depois da tortura e dos abusos sexuais, Gacy estrangulava suas vítimas usando um instrumento conhecido como Garrote. Instrumento o qual foi apreendido na primeira busca que a polícia fez na casa de Gacy (o pedaço de madeira com dois furos nas extremidades.)
Quando o corpo da vítima já não mais respondia enterrava no jardim de sua casa que, depois de 23 cadáveres ficou pequeno. A partir daí começou a atirar os corpos das vítimas no rio.

 

Primeiro assassinato

Sua primeira vítima foi um adolescente de 15 anos chamado Timothy Jack McCoy, que Gacy conhecera em um terminal de ônibus da cidade. McCoy estava em uma viagem de Michigan a Omaha, quando Gacy o levou para um tour por Chicago. À tarde, Gacy o levou para sua casa, sob a promessa de que McCoy poderia passar a noite, e seria levado ao terminal de ônibus a tempo para sua próxima viagem. Gacy alegou que ao acordar na manhã seguinte, se deparou com McCoy parado na porta de seu quarto com uma faca de cozinha em sua mão. Gacy pulou de sua cama e McCoy levantou os braços em um gesto de rendição e acidentalmente fez um corte no antebraço de Gacy (Havia uma cicatriz em seu braço, provando sua alegação). Gacy segurou o pulso de McCoy, e bateu com sua cabeça na parede do quarto, chutou-o contra o closet e foi novamente em sua direção. McCoy então chutou-o na barriga, Gacy o segurou, jogou-o no chão e o esfaqueou repetidas vezes. Gacy alegou que foi até a cozinha e viu uma caixa de ovos aberta, além de bacon ainda não fatiado. McCoy também havia posto a mesa para dois; McCoy foi para o quarto de Gacy, acordá-lo e distraidamente levou a faca de cozinha consigo. Gacy então enterrou-o em seu porão, e mais tarde cobriu seu túmulo com concreto.

Timothy Jack McCoy

 



Investigação

Chicago, Illinois, março de 1978. Jeffrey Ringall, um jovem de 27 anos passeia pela New Town (uma avenida movimentada de Chicago) quando um homem em um Oldsmobile preto pára do seu lado e o convida para dar uma volta pela cidade. Horas depois Ringall acordaria debaixo de uma ponte sem a mínima noção de como foi parar lá. Ficou 6 dias internado em um hospital com trauma emocional extremo além de ter tido estragos permanentes no fígado. Ringall não se lembrava de nada, apenas de um homem gordo em um Oldsmobile preto. Após recuperar-se, Ringall decidido a vingar-se do seu agressor,passou vários meses dentro de um carro estacionado em um avenida de Chicago onde lembrava ter sido pego pelo tal homem gordo do Oldsmobile preto. Um dia então, um Oldsmobile preto passou na avenida e Ringall o seguiu. O dono do Oldsmobile era John Wayne Gacy Jr.

Robert Piest

Des Plaines, Illinois, 11 de Dezembro de 1978. No dia de seu aniversário de 15 anos, Robert Piest, disse à sua mãe que se encontraria com um empreiteiro dono da PDM Contractors, Incorporated, que o estava oferecendo um emprego. Piest nunca mais voltou. A polícia foi chamada e o tenente Joseph Kozenczak começou a investigar o desaparecimento.

Na foto está os pais de Robert Piest. Onde em uma entrevista eles disseram:

“Eu o estava esperando por volta das 21h do lado de fora da Farmácia onde ele trabalhava. Ele veio e me disse para eu aguardar apenas alguns minutos que ele iria conversar com um empreiteiro a respeito de um trabalho. Eu nunca mais o vi.”

O detetive Joseph Kozenczak do Departamento de Polícia de Des Plaines intimou o dono da PDM Contractors, John Wayne Gacy, a depor. Gacy disse que não sabia nada a respeito do desaparecimento de Robert. Ainda desconfiado, Kozenczak conseguiu um mandato de busca para a residência de Gacy.

Em 13 de Dezembro de 1978, dois dias após o desaparecimento de Robert, a polícia entrou na casa de Gacy na Avenida Summerdale. Gacy não estava em casa no horário. Ao revirar a casa a polícia encontrou, dentre outros objetos:

  • Uma caixa contendo maconha e rolos de fumo;
  • Sete filmes eróticos suecos;
  • Pílulas de nitrato de amilo e valium;
  • Livros “Adolescentes”, “Os Direitos das Pessoas Homossexuais”, “Sexo entre homens e meninos”, “21 Casos de Sexo Anormal”, “O Guia do Americano Bi-Centenário Gay”, “A Grande Engolida”, dentre outros;
  • Um par de algemas com chaves;
  • Uma prancha de madeira com dois furos na extremidade;
  • Uma pistola italiana 6 mm;
  • Um vibrador de borracha de 45 cm;
  • Roupas muito pequenas para o barrigão de Gacy;
  • Cordas de nylon;

 



Os policiais então resolveram verificar o porão da casa. O cheiro horrível e bastante forte fizeram os investigadores a acreditarem que havia algum cano quebrado por onde o esgoto deveria estar escorrendo. Nesta primeira busca não acharam nada de incriminador.

Ao saber que a polícia havia entrado em sua casa e confiscado alguns objetos, Gacy ficou furioso e contratou um advogado imediatamente. A polícia não tinha nada que ligasse Gacy ao desaparecimento e o liberou. Continuando com as investigações o detetive Kozenczak intimou amigos e familiares de Gacy para depor, mas todos foram enfáticos ao dizer que Gacy nunca seria capaz de matar alguém. Bastante frustrado por não conseguir ligar Gacy ao desaparecimento de Robert, a polícia decidiu prendê-lo por posse de maconha e valium. Sua situação ficou pior porque Ringall havia aberto um processo de agressão sexual contra ele.

A casa de John Wayne Gacy vista por dentro e alguns dos objetos apreendidos pela polícia

Continuando as investigações, a polícia descobriu que três empregados de Gacy também estavam desaparecidos: John Butkovich, Gregory Godzik (na foto) e John Szyc. John Butkovich desapareceu quando Gacy ofereceu carona a John para levá-lo pra casa após o serviço. Em 12 de dezembro de 1976, depois de levar a namorada em casa, seguiu em direção à sua. No dia seguinte, a polícia encontrou seu carro abandonado. Nunca mais foi visto.

A situação de Gacy ficou ainda pior quando a polícia descobriu um anel pertencente a John Szyc em sua casa. As evidências só iam aumentando até que Gacy confessou ter matado uma pessoa (em auto-defesa) e enterrado embaixo da garagem de sua casa. A polícia porém desconfiava de outro lugar: o porão.

 



O horror

Foram encontrados 27 corpos de rapazes, com idade entre 15 e 21 anos sob o piso da casa de Gacy. Os dois primeiros corpos a serem encontrados foram os de John Butkovich e Gregory Godzik. Outros corpos foram encontrados nos Rios Illinois e Des Plaines. Como posteriormente disse Gacy, além de não caber mais, “cavar dava dor nas costas”, por isso começou a desovar suas vítimas nos rios. Outra vítima foi encontrada concretada no pátio de sua casa, o lugar onde ele costumava promover os animados churrascos para os vizinhos. Um outro corpo foi encontrado enterrado embaixo da sala de estar. A maioria das vítimas estava com a cueca entalada na garganta. A essa altura, 32 corpos haviam sido encontrados, mas Robert Piest continuava desaparecido.

Finalmente em abril de 1979 o corpo de Robert Piest seria encontrado no Rio Illinois. Segundo a autópsia, Piest morreu sufocado com sua própria cueca.

Abaixo fotos da policia fazendo as escavações a procura dos corpos e a foto de 15 das 33 vitimas.

 

Na foto abaixo a primeira dama dos Estados Unidos Rosalynn Carter e o serial killer John Wayne Gacy Jr.

6 de maio de 1978. John Wayne Gacy Jr., Presidente da Polish Constitution Day Parade (Parada do Dia da Constituição Polonesa) e a primeira-dama dos EUA Rosalynn Carter. A Parada do Dia da Constituição Polonesa era um evento anual organizado por comunidades polonesas de Chicago em comemoração ao aniversário da ratificação da Constituição da Polônia, o primeiro país democrático europeu a ter uma Constituição. Gacy supervisionou esse evento de 1975 a 1978. Neste ano Gacy matou cinco rapazes até ser preso em Dezembro.

“Meus cumprimentos a este grande homem, John Wayne Gacy”

Essa foi a frase dita pela primeira-dama dos Estados Unidos. O Serviço Secreto americano foi bastante criticado posteriormente quando os assassinatos de Gacy vieram à tona. Como pode ser visto na foto, Gacy usa um broche com a letra ‘S’ (não está legível), o que indica que ele recebeu autorização especial do Serviço Secreto para se encontrar com a primeira-dama.

 



Relato de David Cram

“Ele me pediu para verificar o seu porão. Queria saber se podia tirar mais terra. Um dia fui até sua casa e quando entrei ele estava bebendo e vestido de Palhaço. Me chamou para beber com ele e de repente algemou um dos meus punhos e começou a rir como um Palhaço. Ele agia e falava como um Palhaço. Começou a latir como um cachorro e falar que iria me estuprar. Disse a ele que ou tirava as algemas ou eu o agrediria. Me puxou para o seu quarto e começamos a nos agredir, de alguma forma peguei as chaves e saí correndo de lá.”

David Cram, empregado de Gacy no ano de 1977. Neste ano Gacy matou 19 rapazes. Depois deste episódio ele pediu dispensa do emprego.

 

Análise psicológica

Psicopata nato, Gacy nunca assumiu a culpa de nenhum dos assassinatos que cometeu. Segundo ele, o único crime que cometera era a de não ter licença para ter um “cemitério em casa.” Gacy seria “dono” de 4 personalidades: John, O Empreiteiro; John, O Palhaço; John, O Político e John, O Assassino.
Psiquiatras que o examinaram o descreveram como: Pseudoneurótico esquizofrênico paranóico. Sociopata Personalidade fronteiriça Narcisista Mentiroso patológico.

 



Julgamento

Em 6 de fevereiro de 1980 começou em Chicago o julgamento do Palhaço Assassino. O julgamento como de praxe foi uma queda de braços entre defesa, que logicamente defendia a insanidade de Gacy e a promotoria que alegava que Gacy tinha completa noção do certo e do errado. Psiquiatras contratados pela defesa alegaram que Gacy era esquizofrênico e sofria de múltiplas personalidades e que isso o impedia de perceber o que estava fazendo. Já para os psiquiatras da promotoria, Gacy sabia muito bem diferenciar o certo do errado. Se Gacy fosse declarado insano pelo júri, seria internado em um hospital psiquiátrico e tratado, podendo ser solto caso se curasse de suas doenças mentais. Se fosse declarado são, poderia pegar a pena de morte. O promotor Bob Egan e o advogado de defesa Robert Motta discutiam constantemente sobre o real estado mental de Gacy durante os crimes. A primeira testemunha chamada pela promotoria foi Marko Butkovich, pai de John Butkovich. A maioria das pessoas que testemunharam contra Gacy foram os familiares e amigos das vítimas. Empregados de Gacy também depuseram no julgamento. Em seus depoimentos eles enfatizaram as constantes mudanças de humor do patrão e suas inconvenientes brincadeiras.
Em 24 de fevereiro, começou os procedimentos da defesa de Gacy, e para surpresa de todos, Jeffrey Ringal, uma de suas vítimas que conseguiu sobreviver, foi a primeira testemunha chamada pela defesa. A estratégia dos advogados de Gacy com Ringall era reforçar a tese de que Gacy não possuía o controle de suas ações. Um dos advogados de Gacy perguntou a Ringall se ele achava que Gacy tinha o controle de suas ações, Ringall respondeu que não. Porém o tiro saiu pela culatra, ao contar os detalhes sórdidos do ataque de Gacy, Ringall estressou-se de tal maneira que vomitou na corte e chorou histericamente. Gacy olhava sem sinal algum de remorso. Em um esforço para provar que Gacy era insano, os advogados chamaram amigos e familiares para depor. A mãe de Gacy disse que ele sofreu vários abusos de seu pai. Sua irmã disse que o pai era alcoólatra e batia em Gacy com uma cinta. Outras testemunhas enfatizaram a generosidade de Gacy, aquele que ajudava a todos com um “sorriso no rosto”. Psiquiatras levados pela defesa disseram que Gacy sofria do transtorno de borderline e esquizofrenia, tinha múltiplas personalidades e comportamento anti-social. Afirmaram que o seu transtorno mental o impedia de compreender a magnitude dos seus atos. Depois de 5 semanas e do depoimento de mais de 100 pessoas, o júri retirou-se para tomar a decisão. 2 horas depois o veredicto:
O júri decidiu que John Wayne Gacy Jr., 37 anos, era culpado pela morte de 33 rapazes e tinha completa consciência dos seus atos. Ele foi condenado a 21 prisões perpétuas e a 12 penas de morte.

 

Vida na prisão

Uma das pinturas de Gacy

Durante os anos que esteve na prisão se dedicou à pintura cujos quadros chegaram a ter um valor de mais de 300 mil dólares. Ademais concedeu diversas entrevistas nas qual chamava sua vítimas de “viadões” e escória da humanidade.

Em nove de maio de 1994 depois de ter ingerido camarão, frango, batatas e morangos foi executado com uma injeção letal. Suas últimas palavras foram:
“Beijem meu cu! Nunca saberão onde estão enterrados os demais”

 

Entrevista

Confira o video de uma das entrevistas dado pelo John Wayne

Fontes: Wikipedia / Noite Sinistra / Doce Psicose / O Aprendiz Verde


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Gabriel Sarzi

Estou na blogosfera ha mais de 8 anos. Sou estudante de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por filmes, séries, games e tecnologia. Confira todas as minhas postagens abaixo:

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