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Snuff Movies: filmes de assassinatos reais

A palavra inglesa snuff tem a ver com o ato de se soprar uma vela e extinguir a sua chama. A palavra vem sido utilizada como gíria por séculos para falar de morte, e hoje está indelevelmente associada aos snuff movies, filmes onde pessoas são mortas de verdade em frente às câmeras. Essas produções feitas à surdina e comercializadas no mercado negro da pornografia (e, mais recentemente, na deep web) causam fascínio e medo nos fãs do horror, mesmo que sua existência ainda não tenha sido comprovada.

A expressão snuff movie foi cunhada no livro The Family: The Story of Charles Manson’s Dune Buggy Attack Battalio, de Ed Sanders, onde ele afirma que a Família Manson produzia esse tipo de filme. Numa entrevista reproduzida no livro, um membro anônimo da Família fala sobre uma gravação onde “(…) uma moça jovem de uns 27 anos, cabelo curto… isso… e cortavam a cabeça dela fora”. Esse mesmo anônimo é quem usa pela primeira vez a palavra snuff nesse contexto.

Há muita confusão sobre o que um snuff movie de fato é. Considerando que a pornografia legal e ilegal vem se tornando cada vez mais extrema e os efeitos especiais no cinema de horror cada vez mais convincentes, é compreensível que muitas produções “normais” venham confundidas com esses filmes malditos. Basta lembrar o episódio ocorrido em 1991, quando o ator Charlie Sheen denunciou o filme japonês Guinea Pig: Flowers of Flesh and Blood ao FBI, acreditando que a atriz principal havia sido realmente morta e desmembrada em frente às câmeras, apenas para descobrir que era tudo um espetáculo de látex e sangue falso.

É necessário dizer também que nem toda morte capturada pela câmera é sinônimo de snuff movie. Séries como Faces da Morte, Traços da Morte e Faces of Gore documentam diversas mortes violentas; algumas forjadas, mas várias bastante reais. Seguindo essa linha, sites como o BestGore.com, o GoreGrish.com ou o Assustador.com.br são páginas que compilam filmagens de acidentes, tiroteios e execuções para o deleite dos sádicos de plantão. Tratam-se, entretanto, de registros muitas vezes acidentais de mortes causadas por agentes externos, ou de cadáveres de pessoas que sofreram mortes violentas.

Mas qual a diferença entre esse tipo de registro e os snuff movies? Para começar, o snuff movie não é um registro de morte causada por agentes externos: nele a vítima deve morrer expressamente para os propósitos do filme. Em segundo lugar, o snuff movie é feito para causar satisfação sexual, seja para o próprio prazer do assassino ou para distribuição no mercado negro para clientes geralmente muito ricos.

 

 




O tema chegou ao grande público em 1976, quando o produtor Allan Shackleton, após ler um artigo sobre snuff movies feitos na América Latina, decidiu lançar o slasher Slaughter com o novo título de Snuff, acrescentando uma cena ao final da projeção onde uma mulher era aparentemente morta de verdade. Além de bolar uma tagline genial (“Um filme que só poderia ser feito na América do Sul… onde a vida é BARATA”) Shackleton ainda organizou protestos falsos, onde atores fingiam serem espectadores indignados com o teor do filme.

A fama dos snuff movies se espalhou, mas a grande pergunta ainda é: eles realmente existem? O FBI diz que não, assim como diversas outras autoridades. Mas é inegável que muito material doentio retratando tortura e morte é produzido por serial killers e pedófilos, e que esse material é distribuído e, muitas vezes, comercializado. Hoje isso está infelizmente cada vez mais fácil, com o advento da deep web, associada à cultura de excessos que domina o mundo. Termino dizendo algo óbvio: há um enorme abismo entre ser fã de horror e consumidor desse tipo de material abominável que é o snuff movie. Mesmo aquelas produções que simulam esse tipo de tortura fazem parte de um mundo completamente diferente, são e seguro, onde todo o sofrimento fica restrito entre o momento em que as luzes se apagam e o momento em que elas se acendem.

Internet dá nova força a lenda

Com a crescente utilização da rede de computadores, cresceram também as oportunidades de negócio, e os grupos que antigamente comercializavam esse tipo de película, migraram para o mundo virtual também, segundo a maioria das pessoas que creem na existência de vídeo snuff.

Atualmente muito se comenta sobre o assunto, tanto na surface, como em fóruns da Deep Web. Segundo esses relatos, existem grupos escondidos nas camadas mais sombrias da Deep Web, responsáveis pela confecção de vídeos com essa temática. Os filmes apresentariam diferentes tipos de classificação, por exemplo, poderiam ser um filme contendo “apenas” o assassinato da vítima, ou poderia ser mais elaborado, contendo torturas, cenas de sexo, estupro, pedofilia…etc, tudo seguido da morte da vitima. Haveriam ainda grupos que produziriam filmes de acordo ao interesse do cliente, esse poderia escolher os elementos que fariam parte do filme e até as características da vitima, claro que isso agregaria um considerável valor extra na “produção”.



O que sabemos de concreto sobre esse tais vídeos

Em 1997 Ernst Dieter Korzen e Stefan Michael Mahn gravaram as suas sessões de torturas contra duas prostitutas. A segunda vítima escapou e os dois foram sentenciados a prisão perpétua. Os executores alegaram que foram contratados por uma empresa que revendia os vídeos para a internet. Porém a policia alemã nunca conseguiu chegar até os contratantes.

 

Em julho de 2007, um vídeo surgiu na deep web e logo em seguida na surface, nele um homem de 48 anos foi assassinado com diversos golpes de martelo na cabeça, mais tarde foram identificados os assassinos; Viktor Sayenko e Igor Suprunyuck, mais conhecidos como Maníacos de Dnepropetrovsk.

O vídeo, que ficou conhecido como 3 Guys and 1 hammer, tem cerca de 7 minutos, mostrava Sergei Yatzenko levando repetidas marteladas na cabeça, e posteriormente perfurado com uma chave de fenda. Ao todo a dupla acima teria matado 21 pessoas, sendo que a maioria das vítimas eram mulheres e crianças. Alexander Hanzha, um terceiro cúmplice, foi acusado de dois assaltos a mão armada que ocorreram antes dos assassinatos. A acusação não estabeleceu um motivo específico por trás dos assassinatos. A imprensa local informou que os assassinos tinham um plano para ficarem ricos a partir dos vídeos de assassinatos que eles gravavam.

Uma das namoradas dos suspeitos informou que eles estavam planejando fazer vídeos de quarenta assassinatos. Esse fato foi confirmado por um antigo colega dos suspeitos, pois muitas vezes, ele ouviu o Suprunyuck entrar em contato com um desconhecido “operador de um site rico estrangeiro” que ordenou quarenta vídeos de mortes e pagaria uma grande quantidade de dinheiro caso fossem feitas. Mas algumas autoridades do caso acreditam que eles estavam fazendo isso como um hobby, para ter uma coleção de memórias quando ficassem velhos e que para esses jovens, o assassinato era como entretenimento ou caça.

 

Na deep web circula ainda uma história sobre um suposto filme pornográfico italiano, onde as mulheres são escalpeladas e desmembradas ainda vivas. Se o mito dos Snuff Movies é de fato verdadeiro, acredito que a deep web se tornou o habitat perfeito para esses seres (não humanos) que realizam esse tipo de filmes.

Abaixo o vídeo do filme “3 Guys and 1 hammer”.

Atenção: o video tem violencia explicita.


Conheça mais sobre os Maníacos de Dnepropetrovsk, autor do video acima, clique aqui!


Lembra do Faces da Morte? Era tudo uma farsa, saiba mais aqui!


 

 

 

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Gabriel Sarzi

Estou na blogosfera ha mais de 8 anos. Sou estudante de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por filmes, séries, games e tecnologia. Confira todas as minhas postagens abaixo:

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