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Tudo sobre a Teoria da Simulação

A “hipótese da simulação” (ou “argumento da simulação, ou “simulismo”) propõe que a realidade é uma simulação, e aqueles que nela vivem não são conscientes disso. O conceito é reminiscente do Gênio maligno de René Descartes, mas postula uma realidade simulada mais futurística. A mesma tecnologia fictícia está parcial ou totalmente presente nos filmes de ficção científica 13º Andar e Matrix.

Basicamente a teoria fala que existe computadores poderosíssimos rodando uma versão programada do universo que vemos como real, com humanos que possuem pseudoconsciência, que seguem suas vidas alheios uns aos outros em eventos simultâneos e independentes e que não fazem a mínima ideia de que estão numa simulação.


 

Simulação ≠ Matrix

Sempre que falamos sobre simulação, automaticamente as pessoas associam isso a Matrix, mas vamos diferenciar isso. Basicamente a Matrix se resume num mundo pós guerra entre humanos e robôs, os vencedores (robôs) colocaram os perdedores (humanos) em casulos vivendo uma simulação para assim produzirem energia para eles. Ou seja, os humanos existes, mas vivem numa simulação.

Ja a Teoria da Simulação diz que nós nunca existimos de verdade e sim que somos uma simulação, somos como o Carl Johnson, o CJ do GTA San Andreas.  Simples assim.

 



Realidade Simulada

A ideia de realidade simulada levanta uma série de questões:

  • É possível, mesmo em princípio, dizer se estamos ou não em uma realidade simulada?
  • Há alguma diferença entre uma realidade simulada e uma “realidade real”?
  • Como deveríamos nos comportar se descobríssemos que estamos dentro de uma simulação?

Os cientistas que estudam essa possibilidade afirmam que coisas simples da vida, como um déjà-vu por exemplo, poderiam ser sinais de uma provável realidade simulada existente. Apesar de não haver prova concreta, acredita-se que sensações como o déjà-vu seriam falhas no sistema que controla essa situação de simulismo, permitindo que as mentes tivessem plena consciência de fatos antes de seu ocorrido.

Deve se levar em conta a percepção humana de que o tempo “corre para frente”, ou seja, o déjá-vu seria fisicamente impossível, já que não há como ter uma sensação de já ter visto algo, se ainda não aconteceu. As falhas desse sistema nos permite portanto antever situações que ainda não ocorreram, já que são apenas simulação e já estão pré-programadas dentro da mente inconsciente. Esses exemplos entre outros provariam que o que entendemos por realidade possa de alguma forma estar co-relacionada a ideia de simulismo.

Entretanto, vê-se num paradigma, já que a mente humana, apesar de inconsciente, já conseguiu chegar a esse tipo de conclusão sobre o sistema que, hipoteticamente, nos manteria inconscientes. Seria-mos portanto conscientes de nossa inconsciência, o que é algo a se pensar nesse sentido. O cinema retrata está realidade, no filme Matrix, mostrando uma sociedade em estado vegetativo, vivendo uma simulação de suas vidas, representando na ficção, o controle das máquinas sobre o ser humano.

Cena do filme Matrix

Podendo se fazer uma correlação com a dependência cada vez maior da Internet, onde nossa vida física e relações sociais são cada vez mais virtuais. No futuro talvez nos leve para uma completa simulação da nossa realidade, onde seremos incapazes de distinguir quem somos, e seremos realmente virtuais.

 



Evidencias

Reunimos abaixo algumas evidencias de que poderíamos estar vivendo numa simulação, confira.

Simuladores ancestrais

Os computadores atualmente processam enormes quantidades de dados, e algumas das tarefas mais intensas e produtivas envolvem simulações. As simulações consideram múltiplas variáveis ​​e o uso da inteligência artificial para analisá-las e examinar os resultados. Algumas simulações são jogos.
Algumas são modelos de situações reais, tais como propagação de doenças. Algumas são “simuladores de história” ou podem imitar o crescimento real da sociedade ao longo do tempo. É assim que as simulações funcionam, mas os computadores continuam a ficar cada vez mais rápidos.
O poder de processamento dobrou periodicamente ao longo de décadas, e os computadores daqui a 50 anos podem muito bem ser milhões de vezes mais poderosos do que qualquer um atual. Melhores computadores trariam maiores e melhores simuladores.
Se os computadores ficarem bastante poderosos, eles podem criar simulações de história tão reais que os seres auto-conscientes dentro deles não teriam nenhuma ideia de que fazem parte de um programa.

 
Se alguém puder, irá fazê-lo

Ok, pode ser possível criar um universo dentro de um computador. Mas seria moral? Os seres humanos são seres complexos, com sentimentos e relacionamentos. Não poderia haver algo errado na criação de um mundo todo falso envolta deles?
Talvez. Mas isso não importa. Porque para algumas pessoas, a ideia de executar uma simulação seria demasiado tentadora. E mesmo se, por qualquer motivo, os simuladores de história forem ilegais, apenas uma única pessoa seria necessária para executar a simulação e criar a nossa realidade.
As pessoas também podem ter boas razões para criar tais simuladores, além de apenas entretenimento. A humanidade poderia enfrentar a morte forçando cientistas a criar o nosso mundo como um teste de diagnóstico em massa. A simulação iria ajudá-los a encontrar o que deu errado com o mundo real e descobrir como se salvar.




Falhas visíveis

Se a simulação for avançada o suficiente, as pessoas no interior não precisa reconhecê-la como uma simulação de todo. Se você tivesse que desenvolver um cérebro numa cuba e manipulá-lo com os estímulos, não saberia ele está numa cuba. Assumir-se a vida, a respiração, a pessoa ativa.
Mas até mesmo simulações avançadas podem ter falhas, certo? Nós não iríamos notar algumas imperfeições, algumas falha? Talvez nós vemos essas falhas em nossas vidas quotidianas. A Matrix oferece o exemplo de déjà vu, quando algo parece inexplicavelmente familiar.
Elementos sobrenaturais, como fantasmas ou milagres, também poderiam ser falhas. Segundo a teoria da simulação, as pessoas realmente testemunham esses fenômenos, e elas fazem isso por causa de erros no código da simulação.

 
Matemática resume a vida

Tudo no universo é quantificável de alguma forma. Até mesmo a vida, apesar da longa reputação da medicina como uma “ciência inexata”. O Projeto Genoma Humano, que sequenciou os pares de bases químicas que compõem o DNA humano, foi desenvolvido usando computadores.
Todos os segredos do universo são resolvidos usando a matemática. Na verdade, podemos melhor explicar o universo usando a matemática do que com palavras. Se tudo é matemática, tudo poderia ser transcrito num código binário – a linguagem de 0 e 1 utilizada pelos computadores.
Então, se os computadores e seus dados progredirem bastante, poderia um ser humano funcional ser criado usando a sequência do genoma dentro de um computador? E se você puder construir um ser, não poderia construir uma infinidade deles?

 
O princípio antrópico

É surpreendente que os seres humanos existam. Para que a vida começasse na Terra, precisávamos de tudo na medida correta. Nós estamos na distância perfeita do Sol, a atmosfera tem a composição correta, e a gravidade é apenas poderosa o suficiente para nos manter presos ao chão.
E embora possa haver muitos outros planetas com essas condições, a vida torna-se ainda mais impressionante quando você amplia a sua perspectiva para além da Terra. Se algum fator cósmico como a energia escura fosse um pouco mais forte ou mais fraco, a vida provavelmente não existiria, seja aqui ou em qualquer outro lugar no universo.
O princípio antrópico pergunta: “Porquê? Porque essas condições estão perfeitamente ajustadas?” Uma explicação é que as condições foram deliberadamente fixadas propositadamente com a intenção de dar-nos a vida.
Cada fator conveniente era uma condição fixa de alguma experiência num grande laboratório. Cada variável ganhou o seu valor exato no programa para que o universo existisse da forma que permitisse a vida.



Paradoxo de Fermi

O nosso planeta é um dos muitos com condições que poderiam sustentar a vida, e o nosso Sol é muito jovem em comparação com os outros no universo. Portanto, é de se esperar uma prova de vida noutro lugar.
No entanto, não encontramos nenhum vestígio de qualquer outra forma de vida inteligente no universo. O Paradoxo de Fermi pode ser simplesmente resumido como: “Onde estão todos?” Se a vida deveria existir noutros lugares, mas só existe na Terra, isso poderia ser uma evidência de que estamos numa simulação.
Aqueles por trás da simulação optaram por simular a vida em nenhum outro lugar, para simplificar ou para ver como os seres humanos se virariam sozinhos. Voltando ao princípio antrópico, poderia ser que este universo tenha sido criado só para nós.

 
Universos paralelos

A teoria dos universos paralelos, ou multiverso, postula um número infinito de realidades com um número infinito de possibilidades dentro delas. Imagine os andares de um prédio de apartamentos. Os universos fazem parte do multiverso bem como os pisos são parte do edifício – eles partilham um esquema comum, mas cada um é diferente, e eles vão conter coisas diferentes.
Podemos comparar o multiverso a uma biblioteca. Na biblioteca há um número infinito de livros, alguns diferem por apenas uma letra, enquanto outros tem histórias completamente diferentes. A teoria tem todos os tipos de implicações loucas para o sentido da vida. Mas, se realmente existem múltiplos universos, porque existem? Como é que há tantos?
Se estamos numa simulação, os múltiplos universos são múltiplas simulações em execução ao mesmo tempo. Cada simulação tem o seu próprio conjunto de variáveis, e isso não é aleatório. O criador da simulação criou diferentes variáveis ​​para testar diferentes cenários e observar resultados diferentes.

 
Deus é um programador

Algumas pessoas acreditam que deus é o designer do mundo. Alguns imaginam um deus em particular como um homem barbudo, nas nuvens, mas essa teoria diz que deus pode ser um programador debruçado sobre um teclado.
Então, pode ser que o programador codificou dentro de nós o desejo de adora-lo, uma parte fundamental da maioria das religiões. Isto pode ser intencional ou não intencional. Talvez o programador queria que a gente soubesse que ele existe, e escreveu um código para nos dar um sentimento inato de ter sido criado.
A ideia de um deus como programador vai de encontro à ideia do “design inteligente”. A ideia inclusive sugere que o criacionismo literal possa estar exatamente correto, como diz a bíblia: Deus criou o mundo e a vida em sete dias, mas ele teria usado um computador em vez de poderes cósmicos.

 
Fora do universo

O que está fora do nosso universo? Com a teoria da simulação, a resposta parece ser um supercomputador cercado por seres avançados, mas há uma possibilidade ainda mais louca. Aqueles seres que dirigem esta simulação podem ser tão falsos como nós. Pode haver várias camadas de simulação.
Como o filósofo Nick Bostrom, da Universidade de  Oxford sugere, “os pós-humanos que executam a nossa simulação são eles próprios seres simulados, e os seus criadores, por sua vez, também podem ser seres simulados. Aqui pode haver espaço para um grande número de níveis de realidade, e esse número pode estar aumentando ao longo do tempo “.



Por que essa teoria está tão famosa?

Essa teoria está tão famosa graças a esse cara ai, o Elon Musk que resumidamente faz carros movidos a energia elétrica, quer fazer movido a energia solar e esta tentando colonizar marte. Musk em uma participação da Code Conference em 2016 afirmou acreditar que há somente uma chance em um bilhão de que estamos vivendo no mais real dos universos. Para embasar suas afirmações, ele usa como exemplo a grande evolução que os gráficos de computador e a realidade virtual testemunharam em questão de poucas décadas.

Segundo ele, isso é sinal de que há uma civilização mais avançada influenciando em nossas decisões e na evolução da tecnologia e que não passamos de “personagens” em seus planos. O empresário afirma que as soluções usadas por esses seres nos colocam em um universo virtual ou “video game” que é praticamente indistinguível da verdadeira realidade.

Vídeo da conferencia, em inglês.

  
Fontes: Wikipedia RS / Wikipedia HS / Tecnoblog / Ciencia Online / Revista Forum /


Gabriel Sarzi

Estou na blogosfera ha mais de 8 anos. Sou estudante de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por filmes, séries, games e tecnologia. Confira todas as minhas postagens abaixo:

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